sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Memórias da Escola

João Galeão Carvalhal

28/12/1891 a 6/4/1892 (Conselho de Intendência)

7/1/1905 a 31/5/1905

João Galeão Carvalhal foi membro do Conselho de Intendência que governou a



cidade em 1891/1892, tornando-se prefeito em 1905. Um resumo biográfico foi feito

pelo falecido jornalista Olao Rodrigues, na publicação Veja Santos! (2ª edição, 1975, Santos/SP):
 

Dr. João Galeão Carvalhal em 1903


 
Dr. João Galeão Carvalhal em 1903
Foto: revista Santos Illustrado, nº 9/Ano 1, de 2/3/1903, Santos/SP
 
João Galeão Carvalhal nasceu na Bahia a 11 de outubro de 1859 e faleceu a 18 de
agosto de 1924. Aos 10 anos de idade, trouxeram-no para São Paulo, onde se
formou seu espírito. Bacharelou-se em Direito em 1880. Vindo para Santos,
dedicou-se à advocacia. Foi um dos chefes do abolicionismo em Santos. Com a
proclamação da República, tomou parte em todos os trabalhos de organização da
política republicana.
Desempenhou os cargos de intendente municipal e presidente da Câmara Municipal
de Santos, voltando à vereança e ainda ocupando a presidência. Em 1897 foi
eleito deputado federal, exercendo as funções de líder da bancada de São Paulo e
as de membro da Comissão de Justiça. Viu-se ainda eleito para o Senado do
Estado de São Paulo, a 25 de agosto de 1923. Foi das mais altas figuras da
política de Santos.
 
Dr. João Galeão Carvalhal
Foto publicada no jornal santista A Tribuna, em 2 de março de 1918,

Na sessão da Câmara Municipal realizada a 6 de março de 1923, sob a presidência

do dr. B. de Moura Ribeiro, foi por unanimidade aprovado o projeto de lei de

autoria do vereador Benedito Pinheiro que dava o nome do dr. João Galeão

Carvalhal à Rua nº 233. No mesmo dia surgiu a lei nº 686, sancionada pelo vice prefeito

em exercício, sr. Arnaldo Ferreira de Aguiar, que conferiu denominação

àquela artéria do Gonzaga.

Pela lei nº 770, de 16 de março de 1926, foi declarado de utilidade pública o

terreno necessário à abertura total do logradouro, pertencente ao sr. Júlio

Conceição.

Por ocasião do trespasse do eminente homem público, ou na sessão de 26 de

agosto de 1924, a Câmara Municipal reverenciou-lhe a memória; depois de fazer-lhe

o necrológio, o vereador Benedito Pinheiro requereu a suspensão dos trabalhos

em homenagem ao prestante cidadão, cujo túmulo, no Cemitério do Paquetá, foi

perpetuado por iniciativa do vereador Samuel Baccarat na sessão de 26 de agosto

de 1924, que também mandou o prefeito favorecer com a importância de

10:000$000 a subscrição aberta para ereção de mausoléu em sua campa. Nessa

mesma sessão, o dr. J. Carvalhal Filho, em nome da família, expressou

agradecimentos pelas homenagens tributadas ao seu chefe.

O mausoléu sobre o túmulo em que repousam os despojos do dr. Galeão Carvalhal

foi inaugurado a 18 de agosto de 1925, quando discursou em nome dos

homenageantes o jornalista Alberto de Sousa.
 
 

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