João Galeão Carvalhal
28/12/1891 a 6/4/1892 (Conselho de Intendência)
7/1/1905 a 31/5/1905
João Galeão Carvalhal foi membro do Conselho de Intendência que governou a
cidade em 1891/1892, tornando-se prefeito em 1905. Um resumo biográfico foi feito
pelo falecido jornalista Olao Rodrigues, na publicação Veja Santos! (2ª edição, 1975, Santos/SP):
Dr. João Galeão Carvalhal em 1903
Dr. João Galeão Carvalhal em 1903
Foto: revista Santos Illustrado, nº 9/Ano 1, de 2/3/1903, Santos/SP
João Galeão Carvalhal nasceu na Bahia a 11 de outubro de 1859 e faleceu a 18 de
agosto de 1924. Aos 10 anos de idade, trouxeram-no para São Paulo, onde se
formou seu espírito. Bacharelou-se em Direito em 1880. Vindo para Santos,
dedicou-se à advocacia. Foi um dos chefes do abolicionismo em Santos. Com a
proclamação da República, tomou parte em todos os trabalhos de organização da
política republicana.
Desempenhou os cargos de intendente municipal e presidente da Câmara Municipal
de Santos, voltando à vereança e ainda ocupando a presidência. Em 1897 foi
eleito deputado federal, exercendo as funções de líder da bancada de São Paulo e
as de membro da Comissão de Justiça. Viu-se ainda eleito para o Senado do
Estado de São Paulo, a 25 de agosto de 1923. Foi das mais altas figuras da
Dr. João Galeão Carvalhal
Foto publicada no jornal santista A Tribuna, em 2 de março de 1918,
Na sessão da Câmara Municipal realizada a 6 de março de 1923, sob a presidência
do dr. B. de Moura Ribeiro, foi por unanimidade aprovado o projeto de lei de
autoria do vereador Benedito Pinheiro que dava o nome do dr. João Galeão
Carvalhal à Rua nº 233. No mesmo dia surgiu a lei nº 686, sancionada pelo vice prefeito
em exercício, sr. Arnaldo Ferreira de Aguiar, que conferiu denominação
àquela artéria do Gonzaga.
Pela lei nº 770, de 16 de março de 1926, foi declarado de utilidade pública o
terreno necessário à abertura total do logradouro, pertencente ao sr. Júlio
Conceição.
Por ocasião do trespasse do eminente homem público, ou na sessão de 26 de
agosto de 1924, a Câmara Municipal reverenciou-lhe a memória; depois de fazer-lhe
o necrológio, o vereador Benedito Pinheiro requereu a suspensão dos trabalhos
em homenagem ao prestante cidadão, cujo túmulo, no Cemitério do Paquetá, foi
perpetuado por iniciativa do vereador Samuel Baccarat na sessão de 26 de agosto
de 1924, que também mandou o prefeito favorecer com a importância de
10:000$000 a subscrição aberta para ereção de mausoléu em sua campa. Nessa
mesma sessão, o dr. J. Carvalhal Filho, em nome da família, expressou
agradecimentos pelas homenagens tributadas ao seu chefe.
O mausoléu sobre o túmulo em que repousam os despojos do dr. Galeão Carvalhal
foi inaugurado a 18 de agosto de 1925, quando discursou em nome dos
homenageantes o jornalista Alberto de Sousa.


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